SOBRE O AUTOR

 
José António Carixas Silveirinha nasceu em 1961, em Lisboa, Portugal.
O seu pai foi militar de carreira, e por essa razão deambulou constantemente de quartel para quartel, e em comissões de serviço na Índia, Angola, Moçambique e Macau. Foi assim que ao longo da sua infância o autor viveu na Pontinha, 1961, em Vendas Novas, 1961, Campo Maior, 1962, 1963 e 1968, Luanda, 1964 e 1966,  Nova Lisboa, 1965, Benfica, 1966, Sete Rios, 1967, Viana do Castelo, 1967, Sacavém, 1969, Algés, 1970 e 1971, Sautar, Malange, Angola, 72 e 73, Amadora, 73 a 83, acumulando experiências díspares e enriquecedoras.
Guardou da infância em Campo Maior o carinho das suas gentes, a tristeza da mãe longe do marido,  a sua própria tristeza longe do pai, que só conheceu aos três anos, e o interior escuro das casas mouriscas alentejanas onde viveu.
Em 1964 partiu com a mãe e o irmão no paquete Infante D. Henrique para se juntarem ao pai em Luanda. Dessa viagem, ficaram-lhe gravadas para sempre na memória o êxtase à luz do dia, da revelação do mar e do céu azuis sem fim, do vento, do sol, das gaivotas, e o milagre dos peixes voadores emergindo da massa gigantesca de ondas espumantes de luz doirada. À noite a solidão e o silêncio, o marulhar das ondas, e a escuridão completa. A revelação e o diálogo das estrelas, dos cometas, e da procura dos pontos de luz distantes nos confins do oceano, dos quais desconhecia a origem, mas que lhe lançavam uma mensagem de que o navio podia estar perdido, mas não estava sozinho.
De Luanda e Nova Lisboa na infância, bem como de Sautar, entre Malange e o Luso, onde passou férias grandes em 1972 e 1973, guardou as melhores experiências vividas na sua vida, todas elas em harmonia e êxtase com a inebriante mãe Natureza. África, mãe terra, dádiva divina,  berço da Humanidade.
Frequentou o Instituto Militar dos Pupilos do Exército, entre 1971 e 1983, onde obteve o diploma de engenheiro técnico electrotécnico, no ramo de energia e sistemas de potência. Foram 12 longos, árduos e dolorosos anos, a maior parte em regime de internato militar, que o marcaram definitivamente. Em simples palavras: aí obteve a sua formação para a vida, com o lema “Querer é Poder” sempre presente.
Ainda seguindo o percurso do seu pai, acabaria por o acompanhar até Macau, na sua última comissão de serviço, essa voluntária, em 1982. Os seus pais regressariam a Portugal em 1986. Por estar empregado em Macau, aí continuou. Entre 1983 e 1987, trabalhou na Direcção de Serviços de Obras Públicas e Transportes, e na Companhia de Electricidade de Macau, e desde 1987 está estabelecido com empresa própria de consultodoria de instalações técnicas de construção civil.
Vive em Macau, China desde 1983. Aí casou duas vezes, absorvido pela cultura chinesa que o seduziu, apaixonado pelo Extremo Oriente Português. Da primeira mulher chinesa Wan, com quem casou em 1991, tem dois filhos, Francisco e Gabriel, e da segunda mulher chinesa, Li, com quem casou em 2004, o filho José.
Plantou três árvores de tamarindo e várias outras, escreveu dez livros de romance, poesia e filosofia, e traduziu dois livros, Udana – A Palavra de Buda, do espanhol, e Contos Populares da Tailândia, de inglês para português.
Foi Presidente da Direcção da Associação de Xadrez de Macau de 1991 a 2014, e membro do Conselho do Desporto de Macau em 2012 e 2013, e percorreu o Mundo como jogador e dirigente desportivo delegado de Macau, o que lhe permitiu conhecer e conviver directamente com seres humanos de todas as raças, credos e culturas, e conhecer o Mundo.
Apreciador da beleza da Vida e da Natureza, acredita que a Vida é curta, que deve ser gozada a cada momento, em plenitude, que não há Deus nem Diabo, mas sim Evolução, que nada existe sem o seu oposto, e que o nascimento e a morte são a porta de entrada e a de saída da matéria organizada na fase evolutiva da Vida.